Minas de ouro e miséria
A mineração, marcada pela extração de ouro e diamantes nas regiões de Goiás, Mato Grosso e principalmente Minas Gerais, atingiu o apogeu entre os anos de 1750 e 1770.
Para as minas vieram milhares de pessoas de diferentes origens e condições sociais. O brilho do ouro atraiu baianos, cariocas, paulistas, goianos e gaúchos, para trabalhar nas minas.
No século XVIII os escravos cavaram diamantes e ouro nestas minas. Eles foram trazidos da África.
Desembarcados na praia “Chega negro”, em Salvador ou nas areias claras do Rio de Janeiro, eram vendidos por preços altíssimos a negociantes que os revendiam na região das minas.
Como as técnicas utilizadas na extração do metal precioso eram rudimentares, cresceu a dependência do trabalho escravo.
O trabalho nas minas era muito difícil porque os negros só ganhavam o suficiente para sua sobrevivência.
Estimava-se que a vida útil de um escravo minerador não passava de sete ou doze anos devido às duras condições de trabalho nos rios lavando cascalhos e nas escuras galerias subterrâneas. As mortes eram causadas por doenças como, disenteria, infecções pulmonares, ou mesmo por acidentes.
Contudo, em comparação aos escravos dos engenhos de açúcar, os trabalhadores das minas tinham mais chances de mudar sua condição. A sociedade das minas gerais apresentou um grande número de escravos alforriados.
Os escravos foram os maiores responsáveis pela produção de toda riqueza do Brasil.
3ª série F
Observação: as informações foram retiradas dos livros de histórias, sites e pinturas da época.
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